2º Capítulo
Depois de uma longa hora a ouvir a professora de inglês, finalmente tinha chegado a hora do intervalo.
Saí da sala pegando somente no meu telemovel e nos phones, visto que a minha proxima aula seria naquela sala.
- Mégui! - oiço a chamarem-me.
E ao virar-me para trás, apercebi-me que era a Margarida.
- Bem estava a ver que não me ouvias. - diz chegando ao pé de mim quase sem fôlego.
- Desculpa, estava com os phones nos ouvidos e ouvi-te porque parei a musica para procurar outra. - rindo-me
- Pelos vistos é o meu dia de sorte.
- Parece que sim. Então mas conta lá. O que te deixou assim tão desanimada.
- Espera, vamos ao bar. Não tive tempo de tomar o pequeno almoço em casa. E já sabes - pondo a mão na barriga - não aguento muito tempo sem algo aqui dentro - sorrindo.
- Vamos lá então.
Depois de ela ter sido atendida. Sentamo-nos, e à medida que ela ia comendo, lá ia contando o que se tinha passado.
- Bem, eu hoje de manhã foi para o computador para ver se davam chuva. Mas feita parva foi ao facebook. Conclusão vi o que não queria.
- Mas desembucha logo Guida! - ela já me estava a setressar com aquele suspense todo.
- Vi um comentário da Mariana numa foto do Rafael ...
- Não vejo onde está mal. Até podia ser eu.
- Ai sim! A dizer "Amo-te linduxo do meu coração" - diz furiosa
- Pois isso não.
- Agora vez o porquê de eu te dizer que eles namoram.
- Isso não quer dizer nada. Pode ser uma curte. E para além do mais o Rafa não nos disse nada.
- Ai não? Mas olha que o vai dizer. -diz muito convicta.
- Ai vai? - pergunto-lhe. A resposta dela foi fazendo sinais com os seus olhos para trás de mim e logo de seguida pegou na sua tosta mista. Quando me virei, nem quis acreditar. Era o Rafael, e nesse preciso momento encontrava-se a beijar a Mariana.
Virei-me para a frente, fazendo uma cara de nojice, o que fez com que a Margarida se começasse a rir à gargalhada. E claro, logo de seguida tive que ir eu também.
- Então meninas, parece que estão bem dispostas? - Oiço a voz de uma pessoa masculina. Era o Rafael.
- Agora já não. - Diz a Guida rápido, e como não tivesse dito nada, deu um trincada na sua tosta e bebeu o seu leite.
- Senta-te Rafael! - Disse tentando acalmar o cllima.
- Posso saber o motivo porque se riam?
- Queres mesmo saber? - Diz a Guida.
- Nada, Rafael. Nada de especial - Desviando o assunto pois sabia que ele não ia gostar do motivo da nossa gargalhada. - Então mas tu é que nos tens coisas para contar!
- Ai tenho - Diz um pouco confuso, franzindo a sobrancelha.
- Nós não somos cegas... - Disse-lhe baixinho à medida que tentava não em rir.
- Há . - Diz esclarecido - Sim, namoro com ela. - Olhando para a Guida.
- Que foi? - Diz ela suspeitando o olhar dele.
- Depois eu precisava de falar contigo?
- Pois mas não posso. - Diz atrapalhada.
- Não podes? - Diz estranhando.
- Não ... Quer dizer ... - e fazia-me olhares para eu ajudá-la. Mas eu fazia de conta que não via. Até que aparece a pimpona da Mariana, com uma bola de Berlim numa mão e uma garrafa de água na outra.
- Então querido vamos?
- Há sim amor já vou. - responde-lhe e de seguida dá-lhe um beijo.
- Mas Rafael, não tinhas que falar com a Guida. - Relembro-lhe assim que ele se levanta.
- Ah, sim ... - diz um pouco atrapalhado
- Amor, o que querias falar com a pirosa?
- Pirosa? - Diz ela revoltada
- Não calma ... Vá eu depois falo contigo Guida. - dirige-se para a Mariana - Vá vamos embora ... amor.
E mal eles viram as costas a Guida sai de repente do bar e eu claro foi atrás dela até à casa-de-banho.
- Calma Guida...
- Como queres que eu tenha calma. Ele nunca mais me fale. Nunca mais passa à minha frente.- Dizendo à medida que lhe escorriam lágrimas pelo rosto.- Ainda antes do fim-de-semana ele deu a entender que me amava, que me defenderia de todas as pessoas. E hoje, vejo-o simplesmente agarrado a outra rapariga. À rapariga que eu odeio e que ele também odiava. Ou então fingia.
- Guida deve haver aqui um mal entendido. Ele não é assim. Tu sabes, ou melhor nós sabemos.
- Não. O que eu sei é que ele deixou aquela estúpida insultar-me... Ele não fez nada, simplesmente virou costas com a ranhosa. Juro-te ... nunca mais o quero ver. - Parando de falar e deixando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto falarem por si.
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Depois de uma longa hora a ouvir a professora de inglês, finalmente tinha chegado a hora do intervalo.
Saí da sala pegando somente no meu telemovel e nos phones, visto que a minha proxima aula seria naquela sala.
- Mégui! - oiço a chamarem-me.
E ao virar-me para trás, apercebi-me que era a Margarida.
- Bem estava a ver que não me ouvias. - diz chegando ao pé de mim quase sem fôlego.
- Desculpa, estava com os phones nos ouvidos e ouvi-te porque parei a musica para procurar outra. - rindo-me
- Pelos vistos é o meu dia de sorte.
- Parece que sim. Então mas conta lá. O que te deixou assim tão desanimada.
- Espera, vamos ao bar. Não tive tempo de tomar o pequeno almoço em casa. E já sabes - pondo a mão na barriga - não aguento muito tempo sem algo aqui dentro - sorrindo.
- Vamos lá então.
Depois de ela ter sido atendida. Sentamo-nos, e à medida que ela ia comendo, lá ia contando o que se tinha passado.
- Bem, eu hoje de manhã foi para o computador para ver se davam chuva. Mas feita parva foi ao facebook. Conclusão vi o que não queria.
- Mas desembucha logo Guida! - ela já me estava a setressar com aquele suspense todo.
- Vi um comentário da Mariana numa foto do Rafael ...
- Não vejo onde está mal. Até podia ser eu.
- Ai sim! A dizer "Amo-te linduxo do meu coração" - diz furiosa
- Pois isso não.
- Agora vez o porquê de eu te dizer que eles namoram.
- Isso não quer dizer nada. Pode ser uma curte. E para além do mais o Rafa não nos disse nada.
- Ai não? Mas olha que o vai dizer. -diz muito convicta.
- Ai vai? - pergunto-lhe. A resposta dela foi fazendo sinais com os seus olhos para trás de mim e logo de seguida pegou na sua tosta mista. Quando me virei, nem quis acreditar. Era o Rafael, e nesse preciso momento encontrava-se a beijar a Mariana.
Virei-me para a frente, fazendo uma cara de nojice, o que fez com que a Margarida se começasse a rir à gargalhada. E claro, logo de seguida tive que ir eu também.
- Então meninas, parece que estão bem dispostas? - Oiço a voz de uma pessoa masculina. Era o Rafael.
- Agora já não. - Diz a Guida rápido, e como não tivesse dito nada, deu um trincada na sua tosta e bebeu o seu leite.
- Senta-te Rafael! - Disse tentando acalmar o cllima.
- Posso saber o motivo porque se riam?
- Queres mesmo saber? - Diz a Guida.
- Nada, Rafael. Nada de especial - Desviando o assunto pois sabia que ele não ia gostar do motivo da nossa gargalhada. - Então mas tu é que nos tens coisas para contar!
- Ai tenho - Diz um pouco confuso, franzindo a sobrancelha.
- Nós não somos cegas... - Disse-lhe baixinho à medida que tentava não em rir.
- Há . - Diz esclarecido - Sim, namoro com ela. - Olhando para a Guida.
- Que foi? - Diz ela suspeitando o olhar dele.
- Depois eu precisava de falar contigo?
- Pois mas não posso. - Diz atrapalhada.
- Não podes? - Diz estranhando.
- Não ... Quer dizer ... - e fazia-me olhares para eu ajudá-la. Mas eu fazia de conta que não via. Até que aparece a pimpona da Mariana, com uma bola de Berlim numa mão e uma garrafa de água na outra.
- Então querido vamos?
- Há sim amor já vou. - responde-lhe e de seguida dá-lhe um beijo.
- Mas Rafael, não tinhas que falar com a Guida. - Relembro-lhe assim que ele se levanta.
- Ah, sim ... - diz um pouco atrapalhado
- Amor, o que querias falar com a pirosa?
- Pirosa? - Diz ela revoltada
- Não calma ... Vá eu depois falo contigo Guida. - dirige-se para a Mariana - Vá vamos embora ... amor.
E mal eles viram as costas a Guida sai de repente do bar e eu claro foi atrás dela até à casa-de-banho.
- Calma Guida...
- Como queres que eu tenha calma. Ele nunca mais me fale. Nunca mais passa à minha frente.- Dizendo à medida que lhe escorriam lágrimas pelo rosto.- Ainda antes do fim-de-semana ele deu a entender que me amava, que me defenderia de todas as pessoas. E hoje, vejo-o simplesmente agarrado a outra rapariga. À rapariga que eu odeio e que ele também odiava. Ou então fingia.
- Guida deve haver aqui um mal entendido. Ele não é assim. Tu sabes, ou melhor nós sabemos.
- Não. O que eu sei é que ele deixou aquela estúpida insultar-me... Ele não fez nada, simplesmente virou costas com a ranhosa. Juro-te ... nunca mais o quero ver. - Parando de falar e deixando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto falarem por si.

